segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Dia 10 - Artes plásticas à la carte

Hoje não fomos à praia porque esperámos toda a manhã que o avô chegasse da fisioterapia. Quando chegou vinha zangado, dizia que havia coisas fora do sítio na rua, que tinha batido com a cabeça nuns ferros, que tinha ido reclamar ao senhores da Câmara porque podia ter ficado cego se os ferros da rua lhe tivessem chegado aos óculos. Estava mesmo muito zangado e isso é mais do que motivo para ninguém nesta casa (por solidariedade, imagino) ir à praia no dia em que começou (mesmo!) a fazer calor. Então, enquanto ele decidia se voltava a ir reclamar ou não, a mami saíu comigo e fomos comprar materiais de pintura para eu me entreter durante a tarde que prometia ser muito, muito quente.

Ao almoço, olhei para o meu avô durante um bocado, com mais atenção. E devo ter achado que hoje também ele se ía dedicar às pinturas porque anunciei: "o avô tem um sete pintado na testa que parece mesmo um dói-dói". Já todos sabíamos que o avô é uma vocação perdida, mas não na arte dos efeitos especiais de maquilhagem!!!


Depois do almoço foi a minha vez de pintar. Veio o cavalete da garagem, veio uma paleta do saco da reciclagem do plástico, vieram três pincéis novinhos em folha e a largar pêlo como a Anastácia e vieram as tintas acrílicas do avô Mário, mas apenas as cores primárias para eu experimentar as misturas. O meu atelier foi montado na cozinha.


Pintei três telas diferentes de seguida. A mais pequena vou oferecer ao Ricardo. Está lá ele, eu e o papi. Na do meio estou eu, a mami, o papi, a Adriana e a Anastácia. Na outra estou eu, o avô Mário e a avó Ana, os três de calções, em Aveiro.

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