quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Dia 12 - Dias e noites de Levante

Chegou mesmo o calor. Para dele nos defendermos, os meus avós têm cá em casa o mesmo ar que nós temos no carro, mas este aqui sai de umas caixas beige que estão coladinhas ao tecto. Na minha torre não há caixa beige, mas há outra geringonça, bem mais interessante. Portanto, passei a dormir de ventoínha, só para mim! E é tão bom dormir de ventoínha que de manhã não há quem me acorde. A avó já se queixou que eu estou a fazer umas férias desregradas e já avisou que para a semana não há ronha para ninguém, com ou sem ventoínha, com ou sem caixa beige.


Depois de me acordarem, com truques e manhas, lá me conseguiram preparar para uma ida à praia já tardia. Tão tardia, que quando lá chegámos fomos muito rapidamente ter com a Sofia do Ruca que já se preparava para se ir embora. Na curta travessia que fizémos pela praia fora, desde o nosso toldo até ao da Sofia do Ruca, percebemos que passear pela praia estava a ser difícil porque as pessoas se amontoavam à babuja acenando para o mar e porque de vez em quando o mar trazia uma onda mais forte que nos empurrava uns contra os outros e depois nos puxava para o lado dele.

Depois dos olás e dos beijinhos, voltámos ao nosso toldo, fazendo a mesma travessia aos zigue-zagues. Pelo sim, pelo não, dei a mão à mami e foi mesmo o melhor que fiz porque, de repente, veio uma onda rasteirinha e cheia de pressa, que galgou a areia toda na nossa direcção e que subiu por mim acima, até ao meu boné. Apanhei um susto e fiquei, para além de muito molhado, cheio de areia nas orelhas e dentro dos calções.

Assim que chegámos ao nosso toldo, fui à minha mochila buscar a pá que era da mami, comprida q.b., e passei o resto da minha curta manhã de praia a vingar-me, à pazada, daquele mar a quem eu ainda não dei confiança para assaltos deste género.

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