Já os três juntos, achámos que seríamos capazes de endrominar uma máquina de brindes cheia de bolas saltitonas e estivémos os três boa parte da manhã às voltas com a dita cuja e suas reentrâncias na esperança de que alguma coisa desencravasse uma bolinha que fosse. Quando a esperança começou a esmorecer, eu fui o primeiro a vir ter com a mami a pedir uma moeda. Como não surtiu efeito, o João veio ter com a Sofia e tentou a sua sorte. O Diogo preferiu não se intrometer no peditório e então, pela vez dele, voltei à carga, mas desta vez fui pedi-la ao Zé. Nada. Como não consegui levar a minha avante, vesti a camisola de melga e melguei aquela gente ingrata e forreta até à hora do almoço.
Foi precisamente nessa hora que a Sofia me perguntou se eu queria ir almoçar com eles ao McDonalds. Com o meu ar de indiferença envergonhada, de cabecita inclinada para o lado e olhos postos no chão respondi: "ehhh, sim… pode ser!" E lá fui, pela primeira vez, almoçar com a família, mas sem ninguém da minha família — aquela da árvore. Senti-me muito independente!
Depois, fomos todos, cheios de estrunfes e smurfs, até casa dos meus avós, beber cafés e pôr a pista do Faísca a mexer, que pouco tem sido usada. Durante a tarde, recortei, desenhei, pintei e investiguei na Net os estrunfes-smurfs que começam a ser um tema interessante para mim.


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